Here’s to the Crazy Ones
Primeiro comercial da campanha Think Different narrado por Steve Jobs (e que nunca foi veiculado). Uma frase me pegou naquele ponto, no “it”:
“The square pigs in the round holes.”
Mantenha-se faminto, mantenha-se bobo
Mais uma insônia na madrugada na última noite. Aninhei-me na cama com o iPad em mãos, luzes apagadas, o ruído delicioso da cidade dormindo. Era hora de tocar no ícone do Flipboard e ler o que se passava.
Steve Jobs deixa o cargo de CEO da Apple. Marco na história da tecnologia mundial. Sim, marco porque ele foi o responsável pela teimosia em pressionar o mercado da inovação em computadores em muitos momentos. Ele é um dos responsáveis por revoluções na forma como ouvimos música, como consumimos cultura hoje, como nos comunicamos e percebemos o mundo.
Não, não fundarei uma religião.
Na madrugada, me deparei com uma matéria do Mashable falando sobre 10 momentos icônicos na carreira do Steve Jobs. Fui direto no discurso dele em Stanford, 2005. Já havia assistido esse vídeo, mas queria ouvir tudo aquilo novamente.
Soco no estômago. Precisava colocar as coisas em perspectiva e faz um post-it mental para nunca esquecer: “mantenha-se faminto, mantenha-se bobo”. Nunca se satisfaça, tenha consciência da sua ignorância. Parece óbvio, mas o óbvio é subestimado a todo tempo, por isso renovei meus votos.
Zygmunt Bauman, sobre sociedade e contemporaneidade
Vídeo do projeto Fronteiras do Pensamento 2011 com o sociólogo Zygmunt Bauman. Imperdível.
Veja AQUI.
Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente, por Pierre Lévy
Sempre admirei a filosofia do Pierre Lévy (@PLevy) pela atitude positiva e multidimensional de sua teoria. Esse vídeo é a primeira parte (de quatro) de uma vídeo conferência que aconteceu no 3º Simpósio Hipertexto e Tecnologias da Informação, evento realizado em dezembro de 2010 e que contou com a participação de mais de 600 pesquisadores.
Nele, Lévy comenta sobre inteligência coletiva, a alteração do modo como gerenciaremos a quantidade de informações, web semântica e muitos insights sobre a relação entre conhecimento, tecnologia e sociedade.
O NEHTE-UFPE (Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia na Educação) possui um site e muito conteúdo para quem se interessa pela área. Para mais informações, acesse o blog nehte.blogspot.com ou o site oficial www.ufpe.br/nehte.
As outras partes da conferência:
Nós somos o futuro
Grafos sociais, APIs sociais, realidade aumentada, convergência total entre online e offline, conteúdo totalmente personalizado e sinergizado. O mundo do futuro não estará mais preocupado com as ferramentas, nem com a busca por conteúdo. A melhor interface será aquela que não se deixa enxergar e o refinamento das ferramentas logo chegará a um nível em que a apropriação, produção e compartilhamento de conteúdo levará as novas gerações a uma vivência completamente diferente da que experimentamos hoje.
E isso não acontecerá apenas com o marketing ou as relações de consumo, mas com todos os produtos culturais.
Ainda existirão livros? Professores? Escolas? Smartphones? Tablets? Internet com velocidades limitadas? Talvez. O mundo do futuro é o mundo das simultaneidades e potencializações, das camadas a serem exploradas.
E isso já está acontecendo.
O futuro do marketing e da cultura está na forma como a informação será apropriada, interpretada e compartilhada. No entanto, continuarão existindo os que correm com o fluxo e aqueles que intervêm sobre ele, além do consumismo e das leis mandatórias do “i”.
(Vídeo via +Ricardo Francisco Prochnow)
Myrian Rios e a dialética da ignorância
Eu não entendo o discurso que alinha sexualidade com caráter. Eu entendo as marcas negativas que o movimento gay e a cultura gay arrastaram e arrastam durante anos (em parte por se posicionar radicalmente contra o puritanismo hipócrita, em parte pela simétrica ignorância de achar que liberdade é “fazer o que quiser”, em parte por tradições culturais caducas). Mas nada na vida é imutável. Eu não entendo qual é a grande polêmica do assunto “direitos civis iguais para todos”. Eu não entendo como um político pode pautar suas escolhas e praticar a sua representatividade civil através da religião. Eu entendo algumas relações de poder e os interesses por detrás dos discursos parciais.
O que a deputada Myrian Rios parece não entender é que religiosidade não imputa superioridade a nenhum ser humano. O espaço público é superior a qualquer religião e posicionamento religioso porque obrigatoriamente tem que admitir quem não compartilha das mesmas fés.
A diferença entre a teoria e a prática é a ação. Assista o vídeo, espalhe, discuta com amigos, tire suas próprias conclusões.
Magneto em “Born This Way”
Mais um ótimo exemplo de criatividade unindo dois universos culturais: de um lado a inspiração do filme X-Men: First Class e de outro a potência pop do momento, Lady Gaga. Divertidíssimo!
Marcha da Liberdade, documentos urbanos
O movimento da marcha a favor da legalização da maconha foi proibido no dia 21 de maio após o confronto entre a polícia e os manifestantes. A decisão foi do desembargador Teodomiro Mendez, da 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que acatou liminar em mandado de segurança de representantes do Ministério Público do Grupo de Atuação Especial de Repressão e Prevenção aos Crimes Previstos na Lei Antitóxicos (Gaerpa).
Esse foi o estopim para que outros movimentos de grupos de outras causas políticas se unissem (como o movimento contra a homofobia e o movimento do passe livre). A articulação espalhou-se pela rede através do Twitter, Facebook e pelo site da Marcha da Liberdade.
A internet e as redes sociais são ferramentas e não mudarão o mundo sozinhas, mas a rede é feita de pessoas e a revolução de pessoas que têm atitude. Assista o ótimo vídeo, espalhe a ideia e participe.
O que é ciência?
No mundo veloz das mudanças, as verdades contradizem-se. As velhas tradições morrem para dar lugar a outras tradições com ciclos de vidas cada vez mais variáveis. Mas com isso morre a ciência? Não, pelo contrário. A ciência assume a contradição como pressuposto. Assista o vídeo e veja como Filosofia pode ser simples. (E como a pós-modernidade não é exatamente anárquica.)
Sobre cultura de massa e inocências
A Regina Casé faz um ótimo trabalho na Globo divulgando a cultura que é minoritarizada pelas instituições culturais soberanas do Brasil (se é que elas realmente existem e seja lá qual for a real importância delas; isso é papo pra noites e noites no boteco da esquina).
Prefiro falar em “minoritização” do que falar em “sub-culturas” ou “culturas menores” porque hoje vivemos num mundo heterogêneo demais e simultâneo demais pra termos a pretensão de determinar quem é, de fato, hegemônico ou não (em termos gerais, porque hegemonia cultural existe, mas é papo pra mais muitas noites no boteco da esquina) em termos absolutos.
O vídeo da Regina é um aviso e, talvez, um modesto manifesto de que os locais e as posições dentro das culturas não são mais tronos reais, mas fazem parte de grandes sistemas orgânicos nos quais as posições são fluidas e as hierarquias relativas e parciais. E isso é ótimo.
(Vídeo via @metheoro, no Twitter.)
