“O texto inconsciente já está tecido de traços puros, […] constituído por arquivos que são sempre já transcrições. Estampas originárias. Tudo começa pela reprodução. […] O apelo do suplemento é aqui originário e escava aquilo que se reconstitui mais tarde como o presente. O suplemento, aquilo que parece acrescentar-se como um pleno a um pleno, é também aquilo que supre.” - Derrida em “A Escritura e a Diferença”.
The two most penetrating 20th C. thinkers concerning the function of the archive and the fragment were both born on July 15:
Jacques Derrida (July 15, 1930 - 2004), Jewish-French, Algerian-born philosopher and deconstructivist…
“I believe in the value of the book, which keeps something irreplaceable, and in the necessity of fighting to secure its respect.” — Jacques Derrida (Paper Machine)
Fonte: i12bent
Os quadrinhos podem destruir a literatura

Ainda me pergunto como um asno desses escreve para a Revista Época. Não que a revista seja um exemplo de publicação, mas o infeliz Luís Antônio Giron apresenta um texto alinhavado pelo preconceito, pela hierarquização inocente da arte e pelo repúdio à infinitude das interpretações.
Sempre existirão as obras “melhores” e “piores”, sempre existirão as criações com mais ou menos densidade e que conquistarão mais ou menos leitores (no sentido mais amplo do verbo “ler”), mas não há mais como resignar-se ao discurso das interpretações certas ou erradas, nem da educação restritiva, nem das tradições intocáveis e inquestionáveis.
Há interpretação, se ela funciona ou não, o próprio sistema cultural dirá e selecionará essa ou aquela obra traduzida. Vence quem se adapta melhor, quem evolui e a criação do maior número possível de interpretações é parte do momento em que vivemos, da cultura mediada, do impulso constante da apropriação dos textos.
Além de tudo, adaptar é reduzir para caber em algum lugar. A literatura é ricamente TRADUZIDA para os quadrinhos e esse movimento é muito maior e tem nome: tradução intersemiótica.
Para ler o texto do Luís, clica no título do post ou aqui.
P.S.: Pra quem tiver interesse no assunto, leia o texto “O que é tradução intersemiótica?”: http://bit.ly/gSG3tV
P.S.2: A foto que ilustra o post é uma imagem do filme Adaptação. Se ainda não assistiu, tá na hora.
P.S.3 (08/07 às 15:00h): Ótima discussão nos comentários.
(via Krishna Nunes, no Google+)
Pelo luxo de uma literatura do tipo "menor"

O escritor Antônio Xerxenesky (@xerxenesky) publicou um texto, no suplemento cultural do diário oficial do estado de Pernambuco, falando sobre o crescimento da literatura fantástica no Brasil. Nele, Antônio comenta sobre as relações entre o crescimento econômico do país e a multiplicação dos escritores do gênero, além de comentar sobre as “literaturas menores”.
Eu, particularmente, me esquivo do discurso das “minorias”, especialmente nas artes.
Em pleno século XXI, no momento em que a cultura da convergência e da participação termina de desferir fortes golpes contra as instituições que “autorizam” certas manifestações, as literaturas minoritarizadas abrem caminho e conquistam legiões de fãs.
As pessoas não esperam mais intelectuais confirmarem a qualidade de obras, nem há como medir, de fato, o que é uma literatura “maior”. A simultaneidade das manifestações e a quantidade de reverberações na cultura continua problematizando a hierarquia vertical fixa.
Clique no título do post para ler o texto do Antônio Xerxenesky ou clique aqui.
Ulisses de James Joyce encontra o Twitter
Steve Cole, um louco (por James Joyce), criou um experimento unindo literatura e Twitter: recontar a história de Ulisses através do serviço de microblogging. A ideia é juntar voluntários do mundo todo não apenas para recontar o livro, mas para reimaginar a leitura do livro no espaço de 24 horas (o mesmo tempo ficcional da obra).
A experiência começa às 20:00h (hora de Dublin) e continua até as 20:00h de amanhã. Durante esse tempo, os aficionados por Joyce compartilharão suas releituras através da conta @11ysses na forma de 6 tuítes a cada 15 minutos.
Veja também o site:
(Via Mashable.)
Nós narrativos
(via Nudos Narrativos e Update or Die)
Fonte: cinismoilustrado.com
Jornalista Merval Pereira é eleito para a Academia Brasileira de Letras

Merval Pereira (jornalista e comentarista da Globonews) substitui Moacyr Scliar na cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras, escreveu DOIS livros: A Segunda Guerra, A Sucessão de Geisel e O Lulismo no Poder.
Pereira derrotou Antonio Torres, com dezesseis livros publicados e uma história literária muito mais relevante.
Enfim, a ABL sempre foi uma piada, agora adiciona-se mais uma anedota à história da instituição.
(Via @danielvbo, no Facebook)
Games são literatura?
No momento em que os desenvolvedores de games começam a se preocupar com estruturas narrativas, storytelling e efeitos de interpretação e leitura de forma mais intensa, os jogos eletrônicos invertem a lógica de que a história é um pano de fundo para uma ação.
(Via @intersemiotica)
Pois é, gato.
J.M. Coetzee
Are you talkin’ to me? E a propósito… TÔ GATO?!
Tô investigando as relações entre as classes, os sexos e as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas?
Fonte: togato
Hoje é aniversário de William Shakespeare
“Não sabemos exatamente quando ele nasceu. Por tradição, estabeleceu-se 23 de abril. É o dia nacional da Inglaterra e, por coincidência, a data em que Shakespeare morreu 52 anos depois.” (Shakespeare, Bill Bryson, pg. 30)
