Com efeito, Benjamin confundiu a noção de ‘reprodução mecânica’ com a desigualdade nas técnicas empregadas no decorrer de uma trajetória. Não importa o quão mecânica é uma reprodução, uma vez que não há uma grande diferença entre os processos de reprodução das várias versões, a distinção clara entre o original e suas reproduções torna-se menos importante.
“The migration of the aura or how to explore the original through its fac similes”
O artigo do Bruno Latour e do Adam Lowe discute a questão da cópia e do original a partir das visões sobre os produtos culturais e as suas reproduções. A crítica a Walter Benjamin se baseia na reversão da ideia de que a aura da obra de arte se enfraquece a partir da sua reprodução em série. A hierarquia original/cópias é substituída pela perspectiva de uma “trajetória” formada pelo conjunto de uma obra e todas as suas reproduções. E as leituras continuam.
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Hoje lendo a edição de X-Men: Schism #1 pra desopilar de tanta teoria, me bati com várias frases muito interessantes. O texto de Jason Aaron mostra a ruptura “sem volta” entre Ciclops e Wolverine, o que dividirá os X-Men “para sempre”. A primeira edição me pegou pela simplicidade e densidade. Gostei.
A frase destacada, falada por Charles Xavier, fica como reflexão.
Viver é o que há de mais raro. A maioria apenas existe.
Conselhos para o autismo acadêmico saudável #2: Esqueça as reprimendas públicas sobre a pronúncia de palavras em outros idiomas. Finja q o título de doutor permite a distorção das regras gramaticais em todos os planos de existência terrestre.
Conselhos para o autismo acadêmico saudável #1: Esqueça os egos. Finja q artigos, apresentações e defesas são shows… de stand up.
O que está no cerne de cada ser vivo não é uma chama, um sopro quente, nem uma ‘faísca de vida’”, declara o teórico evolucionista Charles Darwin. “É a informação, palavras, instruções. Se você quer entender a vida não pense em geléias e lodos pulsáteis e vibrantes, pense em tecnologia da informação”.
Cada nova mídia transforma a natureza do pensamento humano. A longo prazo, a história é a história da informação tornando-se consciente de si mesma.
PRÍNCIPE — Eu vos conheço, e quero, por um tempo, prestar-me ao vosso humor vadio e infrene. Com isso, imitarei o sol radioso que consente que nuvens desprezíveis, ante o mundo, a beleza lhe atenuem, porque, quando lhe apraz ser ele próprio, faça o anelo crescer a admiração, ao cortar ele as brumas e vapores que pareciam prestes a asfixiá-lo. Se o ano todo só fosse de feriados, como o trabalho, o esporte entediaria; mas, porque não freqüentes, são bem-vindos. Os acidentes raros sempre agradam. Assim, mal eu me dispa desta vida desregrada que levo, e me disponha a pagar até mesmo o que não devo, serei tanto melhor do que prometo, quanto mais enganar a expectativa do mundo inteiro. Como metal brilhante em fundo escuro, há de minha reforma sobre os erros resplandecer, mostrando-se mais bela dever e mais atraente, que a virtude cujo brilho nenhum contraste exalta. Serei assim, pelo erro convertido, quando todos me derem por perdido.
Fonte: carolmiag
A integração potencial de texto, imagens e sons no mesmo sistema – interagindo a partir de pontos múltiplos, no tempo escolhido (real ou atrasado) em uma rede global, em condições de acesso aberto e de preço acessível – muda de forma fundamental o caráter da comunicação. E a comunicação, decididamente, molda a cultura porque, como afirma Postman ‘nós não vemos… a realidade… como ‘ela’ é, mas como são nossas linguagens. E nossas linguagens são nossos meios de comunicacão. Nossos meios de comunicação nossas metáforas. Nossas metáforas criam o conteúdo de nossa cultura’.
